Ilha com menos de 50 moradores oferece casa e pagamento mensal para atrair novas famílias

A ilha com menos de 50 moradores que oferece casa e pagamento mensal para novos habitantes virou um dos exemplos mais curiosos de tentativa de repovoamento na Europa.

Anticitera
Ilha com menos de 50 moradores na Grécia oferece casa e pagamento mensal para atrair novos habitantes (Imagem: Divulgação)

Localizada no mar Mediterrâneo, Anticitera tem cerca de 45 residentes e busca atrair famílias dispostas a reconstruir a vida em um ambiente isolado, mas cercado por natureza e história.

A iniciativa combina incentivos financeiros com moradia acessível e reflete um movimento crescente em regiões que enfrentam o esvaziamento populacional.

Ilha com menos de 50 moradores aposta em programa para evitar desaparecimento

O projeto de repovoamento foi criado pela comunidade local em parceria com a Igreja Ortodoxa e tem como foco principal atrair moradores permanentes, não turistas ou visitantes temporários.

A estratégia responde a um problema comum em várias regiões europeias: o envelhecimento da população e a migração contínua para grandes centros urbanos. Com menos habitantes, serviços básicos como escolas e saúde passam a ficar ameaçados.

Em Anticitera, o objetivo é garantir que a vida comunitária continue existindo nas próximas décadas.

O que a ilha oferece para quem decidir se mudar

Entre os principais atrativos está a possibilidade de moradia gratuita (ou com custo bastante reduzido), além de um auxílio mensal de aproximadamente 500 euros durante três anos.

O programa também prevê suporte na adaptação à rotina local, que envolve desde orientação burocrática até apoio para inserção econômica em atividades como turismo, pesca e pequenos negócios.

Perfil dos candidatos é decisivo para seleção

A iniciativa prioriza famílias com filhos, já que a presença de crianças é considerada essencial para manter a escola em funcionamento e garantir a continuidade da comunidade.

Além disso, os interessados precisam demonstrar disposição para viver em um ambiente com pouca infraestrutura e número limitado de serviços.

A adaptação exige, muitas vezes, mudanças na rotina profissional, com maior foco em trabalho remoto ou iniciativas locais.

Isolamento e qualidade de vida fazem parte do pacote

A proposta pode representar uma mudança radical de estilo de vida. Em troca de custos mais baixos e maior contato com a natureza, os novos moradores precisam lidar com o isolamento geográfico e a ausência de facilidades comuns em grandes cidades.

A experiência, no entanto, tem atraído atenção internacional, especialmente de quem busca desacelerar e viver em comunidades menores.

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