Passageiros da classe econômica poderão, em breve, viajar deitados em voos de longa distância. A Air New Zealand confirmou a instalação de cápsulas com beliches em suas aeronaves, uma proposta inédita voltada a trajetos que ultrapassam 15 horas.

Batizado de “Skynest” ou “ninho no céu”, em tradução livre, o novo espaço será implementado nos aviões Boeing 787-9 Dreamliner, utilizados em rotas como a que liga Auckland a Nova York, considerada uma das mais longas do mundo, com duração de até 17 horas.
Como funcionam os beliches na classe econômica
A proposta da companhia é oferecer uma área dedicada ao descanso dentro da cabine econômica, sem a necessidade de upgrade para classes superiores. O Skynest será composto por cápsulas reclináveis com estrutura semelhante a beliches, permitindo que passageiros se deitem completamente durante o voo.
Cada módulo terá cerca de 2 metros de comprimento, 64 centímetros de largura na altura dos ombros e 41 centímetros na região dos pés, dimensões pensadas para acomodar o corpo de forma confortável em viagens prolongadas.
Estrutura inclui cama, iluminação ajustável e privacidade
Além do espaço para dormir, as cápsulas foram projetadas com foco em conforto e bem-estar. Entre os itens oferecidos estão:
- Roupa de cama completa, com travesseiro, lençóis e cobertor
- Cortina de privacidade individual
- Iluminação adaptada para relaxamento e despertar
- Luz de leitura independente
- Compartimento pessoal e entrada USB
Os passageiros também receberão um kit com máscara para os olhos, tampões de ouvido, meias e produtos de cuidados pessoais.
Nova proposta busca transformar experiência em voos longos
A iniciativa surge como resposta a uma demanda crescente por mais conforto em viagens intercontinentais, especialmente em trechos ultralongos. Ao permitir que passageiros da classe econômica possam dormir de forma adequada, a companhia tenta reduzir o desgaste físico típico dessas rotas.
Com o Skynest, a Air New Zealand aposta em um novo modelo de experiência a bordo, que pode influenciar outras empresas do setor aéreo nos próximos anos.


