A falha técnica em São Paulo que afetou voos em Congonhas e Guarulhos continua gerando impactos na malha aérea nesta sexta-feira (10).

Passageiros enfrentaram cancelamentos e atrasos nos dois principais aeroportos do país após uma interrupção no controle do espaço aéreo ocorrida na manhã de quinta-feira (9).
De acordo com dados das concessionárias, o Aeroporto de Congonhas registrou, até as primeiras horas do dia, cinco partidas e sete chegadas canceladas, além de atrasos em voos programados. Já em Guarulhos, pelo menos quatro voos de chegada foram cancelados no início da manhã.
Falha técnica em São Paulo afetou controle do espaço aéreo
O problema teve origem no Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste, responsável por coordenar o tráfego aéreo na região mais movimentada do país.
Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a interrupção durou cerca de 36 minutos e ocorreu devido a uma falha operacional, sem detalhamento imediato da causa. Durante esse período, decolagens chegaram a ser suspensas na área de controle que abrange os aeroportos paulistas.
Apesar da paralisação, a FAB afirmou que todos os procedimentos de segurança foram mantidos e que as aeronaves foram devidamente sequenciadas.
Fumaça levou à evacuação preventiva do centro de controle
Em entrevista à Globonews, o diretor-presidente da ANAC, Tiago Chagas Faierstein, explicou que a interrupção também esteve relacionada à presença de fumaça nas proximidades do prédio operacional, localizado na região de Congonhas.
Segundo ele, não houve incêndio nem falha elétrica. A evacuação foi realizada de forma preventiva, diante do risco de a fumaça atingir o ambiente interno.
O local foi liberado cerca de 30 minutos depois, após a verificação de que não havia comprometimento da estrutura ou dos sistemas.
Operação foi ampliada para reduzir impactos
Para minimizar os efeitos da interrupção, o Aeroporto de Congonhas teve o horário de funcionamento estendido até a meia-noite de quinta-feira, medida adotada após solicitação das companhias aéreas.
A decisão foi aprovada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e teve como objetivo reorganizar a malha aérea nacional, afetada pela suspensão temporária dos voos.
Autoridades monitoram efeitos ao longo do dia
O Ministério de Portos e Aeroportos informou que segue acompanhando os desdobramentos do caso em conjunto com a ANAC e as concessionárias.
A agência reguladora, por sua vez, ativou protocolos de monitoramento para avaliar o impacto nos passageiros e possíveis efeitos em cascata ao longo do dia.
A expectativa é de que, mesmo com a retomada das operações, atrasos e ajustes na programação ainda ocorram nas próximas horas.


