O intercâmbio internacional se tornou prioridade para muitos brasileiros em 2026. Um levantamento feito pelo STB, consultoria em educação internacional, mostra um crescimento significativo na busca por estudos no exterior, com destaque para o Canadá, que registrou alta de 48% na preferência.

O aumento reflete uma mudança no planejamento de carreira. Cada vez mais estudantes e profissionais buscam experiências internacionais para se destacar no mercado.
Para Christina Bicalho, vice-presidente do STB e responsável pelas análises, 2026 é um ano em que os estudos fora do Brasil terão mais destaque.
“A combinação de maior competitividade no mundo do trabalho, transformações tecnológicas, novos comportamentos de consumo educacional e mudanças nas políticas públicas internacionais têm contribuído para que famílias e profissionais sigam priorizando o investimento em educação no exterior”, afirma a especialista.
Estudantes estão se especializando fora do Brasil
Programas de graduação, pós e especialização cresceram 21%, impulsionados principalmente por áreas ligadas à tecnologia e inovação. Cursos mais curtos também ganharam espaço, oferecendo experiências rápidas e focadas.
Enquanto o Canadá cresce, os Estados Unidos registraram queda na procura. Questões como custo e regras de visto influenciaram essa mudança.
Países da Europa também são procurados por estudantes
A Europa também se fortalece, com países como Alemanha, Espanha e Itália entre os mais procurados.
“Esses países são acolhedores com os brasileiros e estudantes que possuem dupla cidadania, por exemplo, têm a possibilidade de estudar com equivalência financeira, em alguns casos, mais acessível comparada ao Brasil”, afirma Bicalho.
Ásia entra na lista de destino para estudo
Além disso, a Ásia surge como nova tendência. Destinos como Japão e Coreia do Sul ganham espaço, principalmente em áreas como tecnologia e inovação.
“A China, por exemplo, é o país que mais forma doutores, ultrapassando os EUA. Os recentes acordos firmados entre os governos dos dois países também estimulam. Apesar da distância e do custo aéreo, o interesse cresce entre universitários e profissionais do setor agro e tecnologia”, declara Christina.

