Brasileira viaja no “Trem do Céu”, a ferrovia mais alta do mundo onde até oxigênio é necessário

Uma viagem de 40 horas a mais de 5 mil metros de altitude colocou uma brasileira entre os cenários mais extremos do planeta e chamou atenção nas redes sociais.

Marina Guaragna
Marina Guaragna viajou no Trem do Céu (Imagem: Arquivo pessoal / Marie Claire)

A economista e criadora de conteúdo Marina Guaragna compartilhou sua experiência a bordo da ferrovia Qinghai–Tibete, conhecida como “Trem do Céu”, considerada a mais alta do mundo.

O trajeto liga Xining, na província de Qinghai, a Lhasa, capital do Tibete, na China, e impressiona não só pela duração, mas pelas condições incomuns da viagem.

Por que o “Trem do Céu” exige até oxigênio

Durante o percurso, a altitude é tão elevada que o ar rarefeito pode afetar a respiração dos passageiros.

Por isso, os vagões são equipados com sistemas pressurizados e saídas individuais de oxigênio, um detalhe essencial para evitar o mal da altitude.

Além disso, as temperaturas extremas fazem até reservas de água congelarem ao longo do trajeto.

“Valeu a pena”, diz brasileira após viagem.

Mesmo diante das dificuldades, Marina, que conversou com a revista Marie Claire, afirma que a experiência compensou: “Não há sinal de celular e é muito alto, mas valeu a pena. Vimos diferentes grupos étnicos da China durante o caminho.”

A escolha pelo trem também foi intencional. Segundo ela, era a forma mais autêntica de vivenciar a cultura local, já que esse é o meio de transporte mais utilizado pelos moradores da região.

Cultura tibetana impressiona viajante

Ao chegar em Lhasa, a experiência foi além da paisagem.

Marina passou um dia com uma família local e se surpreendeu com os costumes profundamente ligados à religião e à natureza.

O yak, animal típico da região, está presente em praticamente tudo: alimentação, vestuário e até na construção das casas.

O muro da casa era feito de esterco de yak, assim como a fogueira para cozinhar. É bem impressionante”, pontua.

Viagem também muda visão sobre o Monte Everest

A experiência no Tibete trouxe uma reflexão importante para a viajante.

Na cultura local, o Monte Everest é chamado de Chomolungma, que significa “Deusa Mãe do Mundo”, e é considerado sagrado.

Isso contrasta com a visão turística ocidental, muitas vezes marcada por exploração e impactos ambientais.

Criadora aposta em destinos fora do óbvio

Hoje, Marina soma mais de 1,7 milhão de seguidores e se destaca justamente por explorar destinos pouco convencionais.

A proposta vai além do turismo: ela busca combater estereótipos e incentivar um olhar mais respeitoso sobre diferentes culturas.

Se você for preconceituoso, a viagem vira um inferno“, alerta.

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